The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth.

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same.

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I--
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Robert Frost

Robert Lee Frost (March 26, 1874 – January 29, 1963) was an American poet. He is highly regarded for his realistic depictions of rural life and his command of American colloquial speech. His work frequently employed settings from rural life in New England in the early twentieth century, using them to examine complex social and philosophical themes.

Thanks, Valéria, for having read this poem in class.

Quebrando protocolos


A mudança começa pela gente... Qualquer tempo é tempo pra tentar mudar.

VAMOS ROMPER!!!

Carta a uma jovem poeta

Brasil, 24 de março de 2009.

Querida amiga,

Nem acreditei quando li... tenho que ligar pra você. Não penso que abandonou o barco, porque também fui viver!!! Também fechei o livro por uns tempos e como isso está me fazendo bem
...

Minha vida mudou bastante e eu mudei junto com ela, quer dizer, estou mudando. Fico aqui e lá...

Mesmo com tantos recursos ficamos muito tempo sem nos falar. Sem querer justificar meu hiato, sei que está bem. E é sempre bom ver que nada mudou nesse nosso con-texto.

Bem, vou parando por aqui, mas sempre vou voltar...


Com amor,
...

Para declarar minha saudade.

Sei que minha companheira de prosa vai se assustar quando abrir o blog e perceber que estive por aqui, mas deu uma saudade! O poeta só deixou o livro de lado um pouco, anda vivendo a história para contar depois! Ainda tenho as chaves de casa, nada como tirar a poeira e abrir o livro, é bom recordar, reler, reviver! Quanta prosa e poesia! Quanta coisa para criar e recriar!

Saudade da Ia... Ela está feliz, isso já basta para mim!

Paisagem

Hoje imaginei a gente em um barco... o sol estava nascendo e a brisa da manhã balançava meu cabelo bem leve. Era a felicidade, a certeza de que não precisava de mais nada. Que viver seja isso sempre! Que não seja tão breve, que seja simples!

Notícia das últimas horas

Não sinto muito informar que o uso deste blog caiu porque as blogueiras estão amando... rs Cada uma o seu parceiro. E eu ainda quero declarar minha admiração pela minha companheira de "pena" e pena com múltiplos sentidos mesmo, mas a verdade é que estamos muito felizes e não temos mais a solidão como companheira nem como tema dos desabafos.

Onde eu quero estar

O mundo é muito grande, eu dizia. Era só alguém reclamar que era incompreendido, que estava perdido ou desiludido com o último amor.

Vivia repetindo pra mim mesma essa frase simples e dava certo. Às vezes, não. Todo mundo morre sozinho, por que não se acostumar a conviver só com a própria presença? Porque "nenhum homem é uma ilha" e mais: quando se encontra alguém especial, não importa se você está no interior de Minas, no centro de São Paulo, Nova Iorque, em Londres, numa ilha grega... achava que teria que percorrer muitos lugares. No entanto, já encontrei o melhor lugar do mundo: os braços da pessoa que diz que me ama. E quer saber? estou escrevendo demais... deveria estar falando com o meu amor agora.

"Até o poeta fecha o livro."

Caro leitor,

quando criamos o "farofa sem receita", não pensávamos no efeito que causaríamos. Queríamos escrever simplesmente. O próprio nome do blog revela um pouco da nossa intenção.

Durante dois anos, escrevemos quando tivemos vontade, quando tivemos motivos. São poucos os comentários, porém preciosos. Ler que é "inspirador" o nosso cantinho é inspirador também.

Somos amadores na arte de escrever, mas estamos aprendendo com mestres e nos inspirando no dia-a-dia. Em prosa ou em poesia, a vida é que nos dá motivos para continuar... a escrever.

Sobre Rubem Alves e os humanos

Quero declarar minha mais nova paixão literária: Rubem Alves. Ele sabe como brincar de Deus! Mesmo sabendo que isso vai contra as leis da natureza.

Rubem Alves entende a minha alma. Não tem medo de ressuscitar gente morta. Sabe da beleza da palavra nostalgia.

Sinto como se estivesse num divã, falando dos meus sonhos. Falando do meu sonho de ter um campo de morangos e um jardim tão impressionante quanto uma pintura de Monet. O psicanalista Alves olha pra mim e tudo fica claro. É o paraíso dentro de mim que procuro, o elo perdido, diria o teólogo.

O escritor é tão humano. Seus textos têm vida!

“Sobre homens e moluscos” é uma visão contemplativa do homem, nada pejorativa ou sem esperança. Feliz aquele que já proseou com Rubem Alves, mesmo que não tenha sido numa cozinha mineira, servindo-se de pão-de-queijo ou bolo de fubá.

Imagine se pudéssemos reunir Rubem Alves, Adélia Prado e Cecília Meireles. Seria algo transcendental, místico. Comprarei um sítio e convidarei os três para passarem dias ensolarados e chuvosos ao meu lado. Eles sempre estarão perto dos meus olhos e coração. Todos os dias quero conversas leves como a que tive hoje com Rubem Alves. Quero a sensação de ser para sempre uma menina descobrindo o mundo. E onde estiver, irá comigo a saudade de Minas, o mistério que é Minas, que deve ter preenchido a alma de Rubem Alves de abismos, horizontes, manhãs, infinito...

Quem lê seus textos não sabe ao certo como eles começam e por que eles terminam; só queremos aproveitar o intervalo.

Rubem Alves é como Drummond, tem muitas faces. Tem raízes profundas também. Não esconde suas influências e é apaixonado pelo ser Humano.

Com licença poética mais uma vez

"Sabe, há algum tempo venho tentando me entender e me decifrar. Cadê a esfinge que ainda não me devorou? Tenho tentado harmonizar todas as coisas que me povoam, me consomem e me constituem como um ser pensante, ou não. Tenho tentado harmonizar o que sou e o que não sou, concreto e abstrato, vivo e morto, fim e começo, começo e fim, e, por fim, minhas harmonias e desarmonias. Paro, olhos pras pessoas, omito algumas letras, deixo ao relento outras palavras e frases. Percebo o que elas se esforçam para demonstrar e pensam, mas não querem dizer. Percebo que preciso de que as pessoas sejam mais francas do que gentis, mais olhares menos palavras, mais transmissões menos supérfluos, mais sincronias menos desvios, mais rochas menos ondas, mais concretas e ao mesmo tempo menos palpáveis. Deixe a subjetividade comigo.
Ahh, a subjetividade, esta tumba que se ergue em meio ao meu caminho e, na qual, posto me em frente e observo com olhares surpresos e pouco convictos sobre o que virá pela frente. Fixo meus olhos no horizonte, sem deixar que a tumba se faça como objeto maior frente a minha face distorcida e envenenada por outros efeitos anteriores da mesma. Tenho medo dessa subjetividade que me aflige, me sonda e que quer me refletir de uma maneira óbvia demais e não passível de maiores observações.Quando tento me observar, para analisar com minúcia absoluta e cautelosa o que a tumba me instiga a reconhecer e procurar, acabo por encontrar resquícios de algo que, total e completamente, não sei bem ao certo o que significa ou que mensagem subliminar possui pra me apresentar. Acho a explicação de tudo isso pouco plausível e acabo por me encontrar a parte do que faltava, o ponto crucial e possuidor de todo sentido que se une para formar o todo. Esqueço, abstraio e fujo de mim.. quando fujo, finjo saber ao certo como esse pingo se enquadra e se acopla ao que sou. Ao me deparar como o ponto perdido, logo caio em mim quanto a sua significação, pois vejo que sinto falta do que não sei e não procuro por me ludibriar a todo momento fingindo saber. Subconscientemente, adquiro a certeza desse elemento sem poder explica-lo ou denomina-lo. ELE faz parte do que sustenta a minha estrutura. Penso que a subjetividade é a maior responsável por me fazer querer, às vezes, o que não se encontra ao alcance de minhas pobres e inexperientes mãos, mas, se isso me consola, encontra se ao alcance de minha MENTE, que me deixa divagar e, quando me flagra na beira de um precipício, puxa me pelo braço. Ela tenta deixar claro do que ela é capaz, e, como nunca aprendo e absorvo por completo o poder, o tamanho e a dimensão desta, ela sempre me faz seguir até os lugares mais inusitados, imprecisos, indescritíveis, insanos, estranhos... por fim, acabo por me avistar em um desses lugares . Com a alma a me estudar, e a mente a fazer parte de algum lugar pouco explorado, estranho, esquisito... mente.. MENTE"

E você quer um retrato do país?

Pra que heróis? Você não dá conta de se orgulhar do seu próprio trabalho?
Último herói da última semana, quase um Dom Quixote: Nayara, amiga de Eloá. Daqui a pouco todo mundo esquece e só vai se lembrar na retrospectiva 2008.
Vou analisar esse povo "solidário"... é tão carente, tão carente que precisa de um caso desses para se esquecer dos próprios conflitos.

"Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Tanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!..." (Rentato Russo)

Ratos, baratas, ralo, mofo

Quero falar da podridão do mundo,
do cheiro imundo
que brota das lacunas.

Falar de todo excremento,
toda ferida que vaza.

Contar que um coração
quebrado bate
até parar.

Parar de doer,
depois que esse mal (cheiro)
passar... o que sobra?
só história,
escória...

A realidade é outra
Preciso de chuva
e de sol
para curar toda essa
louCura.

Não sou normal... não sei escrever poesia.

Apóio

O mundo exterior também pede socorro.

11/08/2008

Eu já existia. 30/11/1986 foi só a data do calendário gregoriano que marcou a primeira leitura de mim mesma. Fora do contexto pode não fazer sentido, mas o que seria da interpretação se não fosse múltipla? Nessa parte, eu dou risada. Sem planejar, é lógico, pois não conheço o interlocutor nem sou simpática o tempo todo.

Interlocutor imaginado
Pessoas como você tendem a ser solitárias... Tudo bem você partir pra "ver outras paisagens". Mas queria ir junto. Help! I need somebody help... O livro que eu pedi deve chegar hoje. Strawberry fields forever... não é nenhum sonho. É a VIDA! Mofados ou não são morangos.

Tou me sentindo estranhamente atraída pela cultura contemporânea, por esses amores cinematográficos, pelas brigas literárias, pelos diálogos metalingüísticos que acabam em sexo, mas não deviam acabar.

Minha vida não é mais minha. São frases repetidas, cenas de algum filme, letras de música, Impressionismo de Monet. Um imenso jardim que pode morrer.

Freud de mim mesma

Por que nos livros é ironicamente linda? Por que nas músicas soa tão bem? Por que me sinto bem quando a vejo retratada?

Gosto de dramas. Não invejo os aquarianos, tranqüilos. Eles só não a cultivam. Talvez só conheçam o amor e o ódio, universais.

Meu drama tá longe de ser resolvido. Nem sei se quero, se devo, se posso. Otimista ao molde de Voltaire. "Machadianamente" realista. Pessimista só na teoria, porém acompanhada pela minha solidão. Bem servida pela tristeza e feliz de ser freud de mim mesma.

Chá branco

Tenho que parar com a cafeína... rs

Não tenho nem o que falar sobre ficar quase duas semanas em casa, vendo TV, aprendendo novas teclas de atalho, lendo um livro que não acaba faz meses, apesar de ser ótimo.

Se estivesse com um lápis, as letras estariam tortas... isso me lembra um outro livro, que me lembra alguém. Pretérito imperfeito. "A mesma mão que acaricia, fere...", lembrei de outro alguém. Pretérito imperfeito também. Chega de lembranças. O que me interessa é o presente. Gosto de presentes. Bizarros ou não, presentes.

Sorvete, conversa e liberdade

"E livrai-nos de todo mal, amém." E nada mais.

A vida é bela. É simples e é a maior viagem de todas. É bela junto com todas as sensações que ela proporciona. Quanto mais intensa, melhor. "E livrai-nos de todo mal, amém."

Pedir? o quê? Tenho medo de vida perfeita, tenho medo de pouco vento, de poucas palavras...

_ Obrigada!

Hoje é dia 14 de julho de 2008. Uma segunda-feira parecida com outras que já vivi, mas especial porque posso dizer que a vida nunca deixa de surpreender. Toda inércia está dentro... o mundo continua girando e se parar, é pra mudar! Mudou a estação. Desci, experimentei sabores, vi novas cores e vou de novo. New wave.

Uma espécie chamada Mulher

Pode ser Maria de Milton Nascimento, pode ser Maria, a Madalena, de Jesus ou não. Mulher é uma espécie a ser descoberta. Às vezes é terra a ser explorada, às vezes se faz água para ser navegada. É o quinto elemento que reúne os outros quatro.

Mulher tem o poder da criação. Talvez seja esse o motivo por que os homens sintam inveja.

Mulher tem o poder da destruição... e conhece exatamente a definição de céu e de inferno.

Toda mulher tem um segredo. Se não o esconde em diários, conta para, pelo menos, uma amiga.

Mulheres pensam demais. Pensam em casamento, filhos, sapatos, computadores, calorias, poesias, músicas, academia, carreira, velhice, morte e na vida.

Sofrem e sorriem. Sorriem quando é pra chorar e choram de alegria também. E choram pela humanidade. E morrem antes da esperança.

Velho mundo

Só hoje não quero pensar. Não quero pensar no que vou fazer... também não sei aonde quero chegar, só sei que tenho que mudar, mudar de lugar, de roupa, mudar minha comida, trocar os pratos, a hora de dormir e de acordar, mudar o lado de dormir na cama, mudar a cama de lado, pintar meus móveis, misturar as cores, ir acampar depois desse trabalho, acordar antes do sol...

Incomunicável

Não estou entendendo o mundo nem ele me entende. Nadei, nadei e vou morrer na praia. Acho que fiquei perdida em algum tempo ou lugar. O teletransporte não foi bem sucedido. Só pode ser isso. São os ares, os ventos... De onde vem a loucura? E a Cura? Não sou mais tão lúcida. Perdi a luz em algum túnel. Não morro. Sobrevivo? Subo, subo e nada encontro. Desço e me perco. É uma luta que nunca acaba. Sombra das experiências.

Perdi o controle. Perdi a direção. Sou passageira de um sonho e não sei como acordar.